Em poucas linhas: a partir da 12.1.2510, o Embedded Audit Trail passa a ser a ferramenta central de auditoria do Protheus. O Log de Campos (CFGX052) deixa de gravar, a auditoria do SX3 vem ligada e não pode ser desligada, as senhas ganham regras mínimas obrigatórias e o código que atribui valor a cEmpAnt ou __cUserId deixa de funcionar. Quem vai para a 12.1.2610 herda tudo isso, já que ela exige a LIB 20261005 ou superior.
Segurança costuma entrar no projeto de atualização como item de TI. Nesta mudança, ela chega ao usuário no primeiro login, à auditoria interna no próximo fechamento e às integrações na primeira execução. Vale olhar as três frentes com antecedência.
O que mudou na auditoria?
A TOTVS documenta a transição em etapas no TDN:
| Release | Como fica a auditoria |
|---|---|
| Até a 12.1.2310 | Auditorias do Configurador e Embedded Audit Trail funcionam normalmente |
| 12.1.2410 | Auditoria de usuários passa a ser feita também pelo Embedded Audit Trail, em paralelo; começa a Central de Auditoria |
| A partir da 12.1.2510 | Auditorias do Configurador ficam só para consulta histórica; toda a auditoria passa ao Embedded Audit Trail |
A diferença técnica pesa: o Embedded Audit Trail cria gatilhos no banco de dados. Assim, até uma alteração feita direto no banco é registrada. Por outro lado, campos sem mudança de conteúdo não entram no log, e os relatórios de dicionário são emitidos por empresa.
Para consulta, a TOTVS criou o CFGR750 (dicionários), o CFGR740 (usuários) e o CFGR710 (todos os dicionários e tabelas marcadas). O Relatório de Log (CFGR700) mostra valor antigo e novo, usuário, IP, rotina e uma coluna que indica se o registro é confiável ou foi adulterado.
O que acontece com o Log de Campos?
A partir da 12.1.2510, o CFGX052 é descontinuado: deixa de gravar e fica disponível só para consulta de histórico. Para não perder o que já era monitorado, a LIB 20250630 trouxe a rotina de Importação de Auditoria, na Central de Auditoria, que leva as regras do Log de Campos para o Aplicador do Embedded Audit Trail.
Nem tudo migra sozinho. Quando a importação mudaria o escopo de grupo de empresas, tabela ou campos, a tabela fica como "Conflitante" e precisa ser configurada à mão. Há também o status "Parcial", quando os dois mecanismos auditam operações diferentes.
Por que a auditoria do SX3 não pode ser desligada?
Na LIB 20251006, a auditoria do dicionário de campos (SX3) passa a sair ativada no padrão, sem opção de desligamento. O objetivo declarado é identificar alterações feitas pelo APSDU, por API ou direto no banco.
Na prática, mudar tamanho de campo ou validação deixa rastro sempre. Para a auditoria e para a governança de customizações, isso ajuda a explicar por que um relatório ou uma integração mudou de comportamento.
O que muda nas senhas?
As regras valem a partir da 12.1.2510:
- mínimo de 8 e máximo de 125 caracteres;
- pelo menos um caractere especial, uma letra maiúscula, uma minúscula e um número;
- troca periódica obrigatória, com prazo máximo definido pela TOTVS, e o administrador só pode encurtá-lo;
- bloqueio por um minuto após três tentativas erradas em um minuto, com limite configurável apenas para menos.
O ponto de atenção é o primeiro acesso depois da atualização: quem tiver senha fora da regra será obrigado a trocá-la no login. A TOTVS recomenda uma campanha interna de troca de senhas antes da migração.
E as contas de serviço?
Para usuários usados por serviços REST, SOAP e processos automáticos, há o atributo temporário "Ignorar Troca Periódica de Senha". Ele não vale para o Administrador principal, não dispensa a primeira troca se a senha estiver fora da regra e aparece no Dashboard de Privilégios para controle.
Que customizações podem parar?
Desde a 12.1.2510, atribuir valor às variáveis cEmpAnt e __cUserId é bloqueado; ler continua permitido. Código que trocava empresa ou usuário assim deixa de funcionar. A TOTVS indica os caminhos suportados:
- em AdvPL, RPCSetEnv() em uma nova thread, iniciada por StartJob, SmartJob ou similares;
- para levar a credencial do usuário a outra thread, as funções getAuthToken() e authByToken();
- em REST, empresa e filial no header tenantId;
- em SOAP, uma URI por grupo de empresas com PrepareIn no AppServer.ini.
A LIB 20251006 também tira o CTREE do APSDU; a alternativa é o SQLite, com arquivos .SDB. Procedimentos que usavam o APSDU com arquivos CTREE precisam ser revistos.
Em empresas que usam o DMS, as integrações automáticas e os jobs entram na mesma revisão: conta de serviço, troca de contexto e senha.
Lista de verificação antes de atualizar
- Inventariar o que é auditado hoje pelo Log de Campos e pelas Políticas de Segurança.
- Rodar a Importação de Auditoria e tratar as tabelas "Conflitante" e "Parcial".
- Atualizar o menu do Configurador e testar os relatórios CFGR750, CFGR740 e CFGR710.
- Fazer a campanha de troca de senhas antes da virada.
- Identificar as contas de serviço e decidir onde usar o novo atributo.
- Procurar no código atribuições a cEmpAnt e __cUserId e reescrever com os métodos suportados.
- Revisar serviços REST e SOAP quanto ao tenantId e ao PrepareIn.
- Trocar por SQLite os procedimentos que usavam CTREE no APSDU.
Perguntas frequentes
Perco o histórico do Log de Campos?
Não. O CFGX052 continua disponível para consulta histórica; só deixa de gravar.
A auditoria pesa no banco?
O TDN permite configurar uma tablespace própria para a auditoria. Não é obrigatório; sem ela, usa-se a padrão.
Posso continuar trocando a empresa no meio de uma rotina?
Não por atribuição direta. É preciso abrir o ambiente com RPCSetEnv() em outra thread ou usar os mecanismos de REST e SOAP.
Para levar desta leitura
- A partir da 12.1.2510, o Embedded Audit Trail concentra toda a auditoria do Protheus.
- O Log de Campos para de gravar e precisa ser importado para o Aplicador.
- A política de senhas afeta usuários e contas de serviço no primeiro login.
- Customizações que alteram cEmpAnt ou __cUserId precisam ser reescritas.
Como a WIP Solutions pode ajudar
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